Mapa cerebral (qEEG): o que é e como é realizado
O eletroencefalograma quantitativo (qEEG), também chamado de mapa cerebral, é o registro da atividade elétrica do cérebro com análise estatística dos dados obtidos. É um recurso complementar de avaliação: contribui com informações sobre padrões de atividade, sem substituir a avaliação clínica.
Como a atividade elétrica é registrada
Sensores são posicionados no couro cabeludo seguindo o Sistema Internacional 10/20, um padrão que define pontos de referência anatômicos para o posicionamento dos eletrodos. Esse padrão permite que os registros sejam comparáveis entre sessões e entre serviços. Os sensores apenas captam sinais: não há aplicação de corrente elétrica.
Preparo necessário
- Cabelos limpos e secos, sem cremes, óleos ou finalizadores.
- Sono adequado na noite anterior, sempre que possível.
- Evitar bebidas estimulantes nas horas que antecedem o registro.
- Informar previamente medicações em uso e condições clínicas relevantes.
- Roupas confortáveis e chegada com alguns minutos de antecedência.
Duração aproximada do procedimento: de 60 a 90 minutos.
O que é analisado
A análise observa padrões da atividade elétrica registrada em diferentes regiões e faixas de frequência, comparando-os com referências estatísticas e, principalmente, relacionando-os à história clínica da pessoa. O resultado é um conjunto de informações que ajuda a orientar hipóteses e planejamento, e não um veredito.
Limitações do procedimento
- O registro é sensível a artefatos como movimento, tensão muscular e piscadas.
- Sono, medicações e estado emocional no dia podem influenciar os dados.
- Padrões semelhantes podem aparecer em quadros clínicos diferentes.
Por isso, o mapa cerebral é um recurso complementar: os achados são lidos junto com a avaliação clínica e não estabelecem diagnóstico isoladamente.
Como acontece o processo
- 1
Entrevista clínica
Levantamento da história, queixas, medicações e objetivos.
- 2
Registro
Posicionamento dos sensores e captação da atividade elétrica em condições combinadas.
- 3
Análise
Processamento dos dados e integração com as informações clínicas.
- 4
Devolutiva
Explicação dos achados em linguagem acessível e discussão dos próximos passos.
Relação com o planejamento da neuromodulação
Quando há indicação de neuromodulação, os dados do qEEG podem contribuir para definir objetivos e parâmetros do protocolo, ao lado da avaliação clínica. A decisão nunca é tomada apenas com base no exame. Conheça a página de neuromodulação ou entenda como funciona o neurofeedback.
Perguntas frequentes
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